A passagem do Cabo Bojador

Bernardo, nº 4, 5ºE

Bernardo, nº 4, 5ºE

Neste 3º período, os alunos do 5º ano foram convidados a navegar por mares nunca navegados e a passar com Gil Eanes o Cabo Bojador. Aqui ficam alguns dos testemunhos, relatos pessoais desta atribulada viagem. Como os textos eram extensos, ficam alguns excertos para vos encantar…

Fabiano, nº 6, 5º A

Fabiano, nº 6, 5º A

No ano de 1434, partimos com Gil Eanes, à descoberta de novas terras…

Num dia de muito nevoeiro, ao longe ouvíamos barulhos terríveis, o mar parecia estar revoltado com o vento, a madeira estalava, as ondas batiam nos rochedos, formavam rugidos medonhos que nos atormentavam.

Caiu a noite, o nevoeiro era ainda mais intenso e os ruídos também. Gil Eanes pediu-nos que tivéssemos calma, mas nós estávamos  tão obcecados que, não conseguíamos pensar noutra coisa. A noite estava cada vez mais escura, os nossos pensamentos eram cada vez mais arrepiantes e a barca parecia estremecer mais. Tudo o que girava à nossa volta era assustador e cada vez mais nos vinham à memória as lendas e outras coisas esquisitas que as pessoas contavam e quase não nos conseguíamos conter.

Nasceu o dia, o nascer do sol estava amarelo escuro, parecia que tudo tinha mudado e não havia vida e para nós só existia uma coisa, o medo. Quase sem darmos por isso, avistámos o Cabo Bojador, estava tudo silencioso, o mar estava calmo, as ondas quase não faziam barulho nas rochas e parecia não existir nenhum monstro naquele lugar. Apesar do sol estar fraco, nós continuávamos cheios de medo. Passámos o cabo e tudo parecia continuar normal e chegámos à conclusão  que as histórias que nos tinham contadas eram mentira. Não parecia acabar ali o mundo, não estávamos a ficar queimados, não havia precipício à vista, etc. Ao apercebermo-nos de tudo isto, ficámos tão contentes que quase o barco se afundava com os nossos saltos de alegria. Ficámos aliviados e desejosos de regressar a terra e contar todas as novidades. Gil Eanes ficou tão orgulhoso de nós que nos  deu uma recompensa ao dizer-nos que ficaríamos para sempre no fundo do seu coração. E foi assim a passagem do Cabo Bojador.

Ana Rita Sousa, nº 2, 5ºB  e Letícia Coelho, nº 10, 5ºB

Inês e Sara, 5º A

Inês e Sara, 5º A

(…) Avistámos o Cabo Bojador, queríamos voltar para trás mas não podíamos, o Infante D. Henrique ficaria desiludido. Alguns dos marinheiros esconderam-se no convés, outros começaram a rezar, até que o capitão disse:

–                     Agarrem-se marujos, aqui vamos nós! Se morrermos hoje, morremos com orgulho, porque somos os primeiros a ter coragem de desafiar este cabo.

Passámos o cabo e levámos rosas para provar que a partir dali, tudo era diferente das lendas contadas.

Carolina Correia, nº6, 5ºC e Neide Costa, nº 16, 5º C

Saí com outros navegadores e com o nosso capitão Gil Eanes com a rota definida – passar além do Cabo Bojador. Todos nós com um nó no estômago, não parávamos de pensar nos perigos que íamos passar e se algum iria voltar. (…)

Raquel, nº19, 5ºC e André Duarte, nº 5, 5º C

(…) No meio da viagem surgiu uma grande tempestade. Os ventos eram fortes, a chuva caía torrencialmente, as ondas tornaram-se perigosas e a nossa embarcação baloiçava sem rumo.  Quando a tempestade parou, tínhamos vários estragos e todos os marinheiros deitaram mãos à obra, na tarefa da limpeza e reconstrução. Assim seguimos viagem. (…)

Cátia Isabel Campos, nº 7, 5ºC

Maria José, nº 14, 5ºC

Maria José, nº 14, 5ºC

(…) Certa noite, o mar ficou muito perigoso, as ondas quase levavam e viravam o barco mas, com a força dos marinheiros e do seu capitão Gil Eanes conseguiram vencer as ondas e prosseguir viagem. No dia seguinte um grande rombo no barco. Homens a tirar água, outros a tapar o buraco. Todos pensavam no que mais poderia acontecer. Só faltava aparecer um dos tais monstros das histórias que já tinham ouvido.

Alexandre Pimentel, nº2, 5º C e Joana Marta, nº 11, 5º C

(…) Finalmente passámos o Cabo Bojador. Foi uma enorme satisfação para todos nós, pois tínhamos descoberto uma nova passagem para outros lugares e quebrado o feitiço daquele cabo.

Gabriel, nº 13, 5º C

(…)Passámos por inúmeros perigos, ventos fortes, correntes que teimavam em nos puxar, fome (éramos muitos e a comida escasseava), doenças e medo, muito medo do desconhecido. Mas, no Cabo Bojador, quando o nevoeiro desapareceu, vimos à nossa frente um mundo encantado, com flores e sem monstros à vista.

André Rodrigues, nº 4, 5º C e Pedro Santos, nº 18, 5º C

(…) Foram precisos 13 anos para dobrar o “maldito” Cabo Bojador e, este feito só foi conseguido graças à grande coragem do nosso capitão Gil Eanes.

Daniel Aguiar, nº 8, 5ºC

(…) A partida foi difícil, com muitas lágrimas e abraços pois era uma viagem difícil e quem sabia se não regressávamos. Despedidas feitas lá partimos rumo ao Cabo Bojador. Tantos já tinham tentado sem o conseguirem… (…)

Vanessa Varela, nº 20, 5ºC

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One thought on “A passagem do Cabo Bojador

  1. david costa

    estão bonitos

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