Monthly Archives: Outubro 2009

Entrevista a D. António (Prior do Crato)

Jornalista: Seja bem-vindo D. António.
D. António: Obrigado, é uma honra.
Jornalista: Quer começar por se apresentar, por favor?
D. António: Sim. Nasci em Lisboa, em 1531, sou filho do infante D. Luís e neto do rei D. Manuel I. Estudei em Coimbra, onde me licenciei em Artes em 1551, e estudei também Teologia em Évora, com os Jesuítas. Recebi as ordens de diácono, professei na Ordem de Malta e foi-me atribuído o priorado do Crato.
Jornalista: Porque se diz que o cardeal Infante D. Henrique e a Rainha D. Catarina não simpatizam consigo?
D. António: Isso deve-se ao facto de eu ter recusado as ordens de presbítero e de ter passado a levar uma vida mundana.
Jornalista: Então foi por isso que foi suspenso do priorato do Crato, em 1565, pelo Papa Pio IV?
D. António: Sim.
Jornalista: Que aconteceu depois da morte de D. Sebastião?
D. António: Com a morte de D. Sebastião, que não deixou descendentes, sucedeu-lhe o cardeal D. Henrique, mas mantinha-se o problema da sucessão. Surgiram vários candidatos ao trono, entre eles eu, que cheguei a ser eleito rei pelo povo, em Santarém, em 19 de Junho de 1580, pois o povo receia perder a independência. Infelizmente surgiu um grande adversário.
Jornalista: Quem é esse adversário?
D. António: Filipe II de Espanha
Jornalista: Teve apoios de alguém?
D. António: esperava o apoio da Inglaterra e da França, grandes opositores dos espanhóis, mas tal não aconteceu e o meu fraco exército viu-se derrotado pelo duque de Alba na Batalha de Alcântara.
Jornalista: Quer isto dizer que desistiu?
D. António: Decidi continuar a luta, fui para os Açores, mas voltei a ser derrotado.
Jornalista: Obrigada pelo seu testemunho.
D. António: Eu é que agradeço por me proporcionar explicar os acontecimentos históricos.

 

A estrevista histórica realizada por: Carolina Dias, nº6, 6ºE

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Restauração da Independência

É o primeiro dia do mês de Dezembro de 1640 e estou aqui no Paço da Ribeira, em Lisboa.
Ao bater das nove horas da manhã, os 40 “ Conjurados “, todos fortes e decididos, invadiram o Palácio Real. Vinham armados e nos seus rostos via-se o desejo de, rapidamente, resolverem aquela situação.
Chegados ao Palácio, os revoltosos saíram das suas carruagens, em passo apressado e decidido, e invadiram o palácio.
Apanharam os soldados da rainha desprevenidos e acabaram por capturar a Duquesa de Mântua. Não encontraram o seu secretário, que se tinha escondido num armário. Porém, ao ouvirem um barulho abriram o armário e depararam com o secretário. Este teve o castigo merecido e foi atirado pela janela.
Pouco depois, D. Miguel de Almeida assomou às varandas do palácio gritando: “ Liberdade, Portugueses! Viva El-Rei !”
O povo, ouvindo a sua voz, apresentou-se no Terreiro.

Trabalho realizado por: Carlos Sousa, nº 7, 6º F

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Reportagem sobre 1 de Dezembro de 1640

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Era o dia 1 de Dezembro de 1640.
Os nobres portugueses esperavam dentro dos coches, junto ao Paço Real, pela badalada das 9 horas.
As suas intenções eram derrubar a Duquesa de Mântua e o secretário Miguel de Vasconcelos.
Deu a 1ª  badalada das 9 horas.
Os portugueses saem alvoroçados dos coches e derrubam os guardas do palácio que, atónitos, nem têm tempo de se aperceber do ataque.
D. Miguel de Almeida veio à varanda e gritou:
– “Viva El-Rei D. João IV! O Duque de Bragança é o nosso legítimo rei(…)! Liberdade! Liberdade!”
Os conspiradores chegam finalmente aos aposentos de Miguel de Vasconcelos. Os fidalgos batem à porta e como ninguém responde começam a arrombá-la. Miguel de Vasconcelos sentindo a morte próxima escondeu-se num armário. Os conspiradores descobriram-no e  atiram-no pela janela fora.
E foi assim que D. João IV rei de Portugal, ficou marcado na nossa história como “O Restaurador”, iniciando a 4ª dinastia, designada por dinastia de Bragança.

Reportagem levada a cabo por: Sara Pinto e Inês Formoso, 6º A

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A Revolta de 1 de Dezembro

Hoje, dia 1 de Dezembro de 1640, estamos junto do Paço Real e preparamo-nos para assistir a uma revolta. Fomos informados que cerca de quarenta nobres vão atacar o Paço. Encontramo-nos dentro de uma carroça e aguardamos, fazendo o mínimo barulho possível.
Às nove horas vão atacar e faltam poucos segundos, por isso continuamos a aguardar… Atenção, já ouço os sinos e também já vejo muitos homens a entrarem por ali dentro. Ao que parece os guardas já se renderam, parece que faltam mais duas coisas… estou a receber informação de que a Duquesa de Mântua já está presa e que já ordenou às suas tropas que se rendessem.
Continuam a informar-me que os nobres revoltosos querem encontrar Miguel de Vasconcelos…
Atenção, avisto um vulto a ser atirado por uma das janelas do Paço Real. Confirma-se que é Miguel de Vasconcelos, encontrado num armário e a quem cravaram uma espada atirando-o depois pela janela.
Ouvimos D. Miguel de Almeida a gritar “Liberdade Portugueses! Viva El-Rei D. João IV”.

A repórter: Maria de Fátima Lopes, nº 21, 6ºF

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Entrevista a D.Catarina Duquesa de Bragança (candidata ao trono após a morte de D. Sebastião)

Jornalista: Bom dia D.Catarina. Quer começar por se apresentar ao nosso público, ou seja aos portugueses?
D. Catarina: Bom dia. Sim fá-lo-ei com muito gosto. Sou Duquesa de Bragança, nasci em 1540. Sou filha do infante D. Duarte, duque de Guimarães e da infanta D. Isabel. Casei em 1563 com o duque D. João, tornando-me assim a 6.ª duquesa de Bragança.
Jornalista: Qual foi o seu papel na crise da independência?
D. Catarina: Desempenhei um papel importante na crise da independência. Após a morte de D. Sebastião, lutei para que me fossem reconhecidos os meus direitos ao trono, enviando embaixadores à França, à Inglaterra e à Santa Sé.
Jornalista: E conseguiu os apoios suficientes?
D. Catarina: Não, infelizmente não consegui, mas devo dizer que era eu quem tinha mais direitos pois descendo de D. Manuel, por linha masculina (D. Duarte).
Jornalista: Então porque não conseguiu ser a escolhida?
D. Catarina: Não consegui, porque Filipe II descobrindo a ideia do Cardeal – Rei, que era a meu favor, tratou logo de o ameaçar conseguindo modificar-lhe a opinião.
Jornalista: Foi encontrada uma solução para o problema?
D. Catarina: Não, Portugal perde a independência.
Jornalista: Agradeço muito a sua presença. Espero poder tê-la connosco, no nosso programa, brevemente.
D. Catarina: Obrigada.

Entrevista levada a cabo pela brilhante jornalista
Carolina Dias, do 6º E

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1 de Dezembro de 1640

Ao desapontamento do povo juntou-se a insatisfação da nobreza e da burguesia. O povo via os impostos a aumentar, a burguesia perdia lucros comerciais e a nobreza perdia o acesso a altos cargos, tendo também de participar nas guerras espanholas sem qualquer recompensa. A conspiração da nobreza fez desencadear uma revolta que pôs fim ao domínio filipino de 60 anos.
Ao despontar do 1 de Dezembro de 1640, por volta das 9h, entram no palácio real 40 nobres que procuram o secretário de estado Miguel de Vasconcelos e executam-no.
Foi D. Miguel de Almeida que veio  às varandas do Paço e gritou para o povo que se encontrava no Terreiro do Paço:
LIBERDADE, PORTUGUESES!VIVA EL-REI D. JOÃO IV!

Trabalho realizado por: Nuno Miguel Frias de Sousa Soeiro, nº 18, 6º C

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Entrevista a D. Filipe I (Filipe II de Espanha)

Jornalista: Boa tarde D. Filipe I. Quer começar por se apresentar ao nosso público, ou seja aos portugueses?
D. Filipe I: Boa tarde. Sim, é com todo o gosto que me apresentarei ao meu povo. Eu, D. Filipe I sou filho de D. Carlos V (imperador da Alemanha) e de D. Isabel (filha do rei D. Manuel I). Casei com D. Maria (filha de D. João III), D. Maria (Rainha de Inglaterra), D. Isabel de Valois (filha do Rei de França) e com D. Ana de Áustria (filha do Imperador da Alemanha).
Fui aclamado Rei de Portugal nas Cortes de Tomar em 1581 onde prometi respeitar as liberdades, usos e costumes dos portugueses.
Deixe ainda que lhe diga que nunca faltei às minhas promessas e portanto não será desta vez que faltarei.
Jornalista: Assim o espera o povo Português. Mas diga-nos, quem foram os seus apoiantes?
D. Filipe I: Não sei se o deva revelar …
Jornalista: E porque não, tem algo a esconder?
D. Filipe I: Por quem me toma minha Senhora… todos sabem que os meus apoiantes foram os três grupos sociais mais importantes.
Jornalista: Refere-se à Nobreza, Clero e Burguesia?
D. Filipe I: E quem haveria de ser, o povo? Saiba que esse nunca teve grandes ambições…
Jornalista: Então quais as ambições dos outros grupos sociais?
D. Filipe I: As ambições da nobreza e do clero são os cargos e a burguesia quer fazer comércio em Espanha.
Jornalista: Desculpe D. Filipe, mas vou ter que ser um pouco indelicada. O Senhor fez muitas promessas ao povo português, mas a verdade é que os seus sucessores não cumpriram nenhuma delas. O que tem a dizer sobre isso?
D. Filipe I: hummmm! Vejamos minha Senhora, somos Espanhóis! Lutamos pelo nosso país!
Jornalista: Não será por isso que Portugal chegou a este ponto?
D. Filipe I: Não percebo…
Jornalista: Eu explico. Os nossos interesses foram desprezados, os impostos aumentados e os nossos navios destruídos pelo temporal e pelos Ingleses, inimigos de Espanha.
Não acha que está na hora de se retirar?
D. Filipe I: não tenho mais nada a dizer. Até uma próxima vez.
Jornalista: Adeus.

Trabalho realizado pela  jornalista  Carolina Dias, nº 6, 6ºE

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